Transtornos de Ansiedade na Clínica Histórico-Cultural

Ao trabalhar com transtornos de ansiedade, o terapeuta histórico-cultural compreende que a ansiedade patológica pode ser resultado de processos de aprendizagem.

Não é incomum que pessoas ansiosas tenham um histórico de vivências atravessadas pelo medo e pela insegurança, o que influencia diretamente a forma como se relacionam com o mundo. Essas ansiedades estão ligadas à internalização das leis socio-históricas. Vivendo em uma sociedade capitalista, somos constantemente ensinados a nos cobrar, a nos comparar com os outros e a perseguir padrões sociais muitas vezes impossíveis de alcançar. Essas ideias sustentam cenários de sofrimento e, consequentemente, de adoecimento.

No entanto, novos modos de existir, mais saudáveis, também podem ser aprendidos. É nesse ponto que a clínica da transformação, pela abordagem histórico-cultural, oferece recursos importantes.

O Papel da Zona de Desenvolvimento Próximo (ZDP)

Na prática clínica histórico-cultural, o(a) terapeuta trabalha com conceitos fundamentais como mediação intencional e a Zona de Desenvolvimento Próximo (ZDP).

Segundo Vigotski, a ZDP refere-se à distância entre:

  • O nível de desenvolvimento real, que envolve tudo aquilo já internalizado e presente na atividade da pessoa;
  • E o nível de desenvolvimento potencial, que representa aquilo que a pessoa ainda tem capacidade de alcançar.

Nos processos de aprendizagem e transformação, o(a) terapeuta, como mediador(a), atua expandindo esse nível potencial até que ele se torne parte do nível real. Assim, na clínica histórico-cultural, a ZDP garante que os processos de transformação da personalidade sejam possíveis. É graças a esse espaço mediacional que o(a) terapeuta organiza suas intervenções.

A Ansiedade como Exemplo

Vamos tomar os transtornos de ansiedade como exemplo. Imagine uma pessoa que, diante de provas na universidade, vivencia forte estresse emocional: sente medo, nervosismo e dificuldade de lembrar o conteúdo estudado.

Essa pessoa já consegue reconhecer alguns sintomas e contextos em que a ansiedade aparece e até criou estratégias próprias, como ouvir músicas para fortalecer a memória. No entanto, percebe que esses recursos têm pouca eficácia durante uma crise. Esse é o seu nível de desenvolvimento real.

Para promover novas aprendizagens e transformações em direção à saúde mental, o(a) terapeuta histórico-cultural pode intervir de várias formas, como:

  • Expandir o leque de estratégias de enfrentamento, incluindo técnicas de respiração;
  • Incentivar práticas corporais e atividades físicas (como corrida ou ciclismo);
  • Auxiliar na diferenciação entre momentos de crise e outras formas de manifestação da ansiedade.

Essas mediações ampliam a ZDP do paciente, tornando possíveis novos modos de lidar com a ansiedade e, assim, abrindo caminho para uma vida mais saudável.

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