O que é o Baobá?
O Baobá é uma organização não governamental (ONG) vinculada ao Instituto Veresk, a qual surgiu do nosso incômodo e necessidade por coerência entre teoria e prática. Nós acreditamos que não existe marxismo nem psicologia histórico-cultural descolada da ação na realidade social.
O Instituto Baobá se destina a ações de promoção de fortalecimento das infâncias pretas, trabalhando dois componentes: saúde e cultura, que reconhecemos como referências fundamentais para o desenvolvimento mental saudável na infância. O Baobá existe para se contrapor aos impactos da desigualdade social vivenciados por crianças pretas.
Nossas atividades partem da ideia de que as infâncias pretas e periféricas podem seguir caminhos diversos, diferentes daqueles que são impostos pelo racismo, pela pobreza e pela violência policial presentes em comunidades marcadas pela desigualdade social.
As ações do Baobá acontecem na Comunidade Rosalina, um território periférico da cidade de Fortaleza-CE, considerada uma das áreas com o índice de IDH mais baixos da cidade. É um lugar muito especial para nós do Instituto Veresk, pois foi onde nasceu e cresceu o nosso diretor geral, o Prof. Dr. Neto Oliveira.
Significado do nome:
Os baobás são árvores de porte médio a grande que perdem as folhas no período seco, pertencem ao gênero Adansonia (também chamados de “boabab”, pronunciados como “báubabe” ou “bêiobabe”). Esse gênero é composto por oito espécies, originalmente dos continentes África e Oceania. Os Baobás foram levadas para outras partes do planeta.
Conheça a Comunidade Rosalina!
A Comunidade Rosalina é um bairro cuja história remonta ao ano de 1996, sendo composto por um processo de ocupação do território por pessoas, em sua grande maioria, pobres e pretas.
Está localizada na Secretaria Executiva Regional VIII da cidade de Fortaleza-CE e tem cerca de 30 anos de existências, durante os quais contou com um aumento muito significativo de habitantes, como também de serviços locais empreendidos pelos próprios moradores.
É um território com um dos índices de IDH mais baixos da cidade de Fortaleza, sendo marcado por fenômenos como pobreza, presença de facções criminosas e ausência de infraestrutura básica, como saneamento básico, linhas de ônibus acessíveis e violência policial.
Além disso, é uma comunidade formada, em sua grande parte, por pessoas pretas, sendo dessa forma um palco para o desenvolvimento de muitas crianças pretas em situação de vulnerabilidade social, realidade contra a qual o Instituto Baobá faz força através de ações de fortalecimento em saúde e em cultura.
Apesar disso, atualmente a Comunidade Rosalina conta com muitos comércios abertos pelos moradores, um associação comunitária, escola e creche municipais, além de uma areninha, política pública de esporte da cidade de Fortaleza.
acreditamos que o desenvolvimento saudável se dá quando nos apropriamos de referências dos nossos semelhantes, nossos ancestrais
entendemos que, para não repetirmos a história, precisamos resgatar as memórias e, assim, nos organizarmos para ir em outras direções
concebemos que a força dos vínculos sócio-comunitários protegem o desenvolvimento de crianças pretas e, portanto, os fortalecemos
Nossas ações e atividades se organizam em duas direções principais, Saúde e Cultura:
Projeto Griô
No Projeto Griô, a equipe do Baobá conduz oficinas de contação de história com as crianças privilegiando literatura preta e africana, com o objetivo de pluralizar referências negras saudáveis no cotidiano dos participantes, facilitando o desenvolvimento de autoconceito, autoestima e saúde mental positivos.
Projeto Sankofa
Aqui no Projeto Sankofa, o Instituto organiza atendimentos especializados em saúde para as crianças da Comunidade Rosalina, como psicoterapia, fonoaudiologia, psicopedagogia, dentre outros, objetivando reduzir a dificuldade de acesso da comunidade à cuidado integral em saúde.
Projeto Alabê
O Projeto Alabê é focado especificamente em fortalecer o acesso à cultura no formato de música. Um detalhe dele é que a musicalidade ensinada e escolhida é especificamente negra, com expressões africanas e de toda a diáspora negra.
Projeto Corpo Quilombo
Já o projeto Corpo Quilombo atua no primeiro espaço que o colonizador branco atuou na população negra, o corpo! Nesse projeto, ofertamos aulas de dança preta para as crianças da comunidade, com expressões como capoeira, dentre outras manifestações culturais de dança.